
É verdade que existe, nos dias de hoje, um distanciamento entre o Universo e a vida da humanidade, no qual as diferenças entre ambos os tornam inconciliáveis. Esta é uma realidade cultural e científica que dificilmente poderá ser ignorada, e onde a Astronomia Ancestral pode trazer as respostas necessárias.
Habitamos um Universo imenso, onde sabemos que existem todas as possibilidades, desde o caos primordial a regiões que ainda não compreendemos. Enquanto o Cosmos surge, como a parte já ordenada e estruturada do Universo, que nos confirma que a vida não é apenas um acidente, mas o resultado de um processo organizado.
É também com os conhecimentos astronómicos ancestrais que podemos compreender, que o Universo organiza o Cosmos e o liberta do Caos sobre a Ordem encontrada na dinâmica planetária que o habita, — uma malha construída no Espaço e no Tempo, pelos seus próprios Sistemas de Espírito e Matéria em movimento.
Dinâmicas planetárias — físicas e psíquicas — em viagem pelo Universo, que se fundem, expandem e evoluem de forma harmónica e proporcional, sobre padrões de movimentos circulares e cíclicos. Numa relação de reciprocidade dinâmica, encontrada entre a unidade Matéria-espírito e o Espaço-tempo originais, onde são geradas as condições fundamentais para a criação da vida, numa cadeia de movimento e evolução perpétua.
É sobre a trama do seu próprio Espaço-tempo que o planeta Terra viaja pelo Universo, uma estrutura de ordem e proporcionalidade construída pela sua órbita com a Lua, em torno do Sol.
É a partir daqui e sobre os conhecimentos da Astronomia Ancestral que podemos concluir, que não somos habitantes da Terra por mera casualidade, mas o resultado da Mecânica Celeste, que molda o nosso destino, Corpo e Psique, à sua imagem e semelhança.
Na Astronomia Ancestral, o estudo do sistema orbital da Terra encontra correspondências incontornáveis com a natureza na sua superfície, tornando-se evidente que existe uma relação direta, literal e surpreendente entre ambos — um sistema que permite observar a forma como o Universo organiza e relaciona o Espaço e o Tempo, integrando a viagem do planeta Terra e a natureza sobre dois planos opostos e complementares.
Este foi um conhecimento que já pertenceu à humanidade; no entanto por agora, ausente nos nossos manuais científicos e culturais.
Um conhecimento perdido no tempo e na história, onde está implicada a Ordem Original em que o planeta Terra se integra no Universo — do qual nenhuma cultura ou pensamento científico se pode afastar, — enquanto o propósito for explicar e compreender, as Leis e Ordem que nos estruturam e ligam ao Universo.
Este foi um sistema científico profundamente desenvolvido pelas culturas ancestrais, cujas bases principais não podem ser ignoradas ou encontrar substituto; desta forma, nunca foi, nem poderá ser eliminado por inteiro na Ciência, nem para a Humanidade.
Assim, mesmo que em alguma parte da História a Ciência Ancestral possa ter sido suprimida, tiveram que permanecer muitos dos seus conhecimentos e conceitos, ainda que de forma oculta por não poderem ser relacionados com a Astronomia.
Provavelmente, as circunstâncias que culminaram no desaparecimento do Conhecimento da Astronomia Ancestral encontram justificação em conflitos culturais compreendidos no seu próprio contexto histórico — condicionalismos ideológicos já prescritos no tempo, que não fazem mais sentido na atualidade.
E quando finalmente pudermos integrar e divulgar este sistema de estudo nos nossos manuais; só então iremos poder reconhecer a sua importância e falta — uma forma de conciliar as experiências e culturas do passado com o presente, permitindo assim o surgimento de um novo futuro cultural e científico, mais equilibrado e feliz para a Humanidade.
Terá sido, certamente, um processo lento e rigoroso de mudança de paradigma — cultural, científico e religioso — minuciosamente programado para cortar todos os laços que ligavam a Humanidade ao Cosmos. O resgate deste conhecimento ancestral permite observar como foi executada esta tarefa e a forma como foi possível reintegrar a Sabedoria que conhecia a ligação do Universo à Terra, sem mencionar a sua fonte original.
Contudo, muitos conceitos e convenções tiveram que permanecer, mesmo que de forma oculta; privados do suporte astronómico que os validava, surgiram desta forma muitos mistérios por não poderem ser explicados cientificamente — ensinamentos que se tornaram apenas teóricos, abstratos e desprovidos de qualquer explicação científica plausível.
Uma intervenção cultural que resultou em muitas lacunas do sistema atual nunca resolvidas: os 'eternos enigmas', uma porta encerrada no passado que só a Ciência Ancestral poderá abrir.
É imensa a sabedoria que as culturas ancestrais puderam alcançar, transmitida na sua Arte e Ciência, mesmo que tenha chegado até nós de forma incompleta e que, por isso, a cultura moderna já não a consegue compreender na totalidade. Um sistema cultural brilhante e muito desenvolvido, uma herança que nos chegou fragmentada — uma prática científica rigorosa, transformada em ensinamentos incompletos, teóricos e abstratos.
Uma inversão cultural onde a Astronomia se tornou misteriosa e inacessível, sem relação com a realidade da vida na Terra, distanciando assim a Humanidade do Cosmos.
É sobre um sistema circular e cíclico, que utiliza a Matriz de 1440 minutos como ferramenta de observação, que a Astronomia Ancestral encontra a sua vertente matemática e geométrica perfeita — que explica a estrutura do Espaço-tempo da Terra de forma tridimensional, descrita pelas Órbitas, Ciclos e Eventos planetários entre a Terra, a Lua e o Sol, com padrões semelhantes a modelos físicos e psíquicos encontrados na vida da natureza sobre a superfície do nosso planeta.
Um sistema cósmico onde a Ordem e a Harmonia dos Movimentos são a Lei. A viagem do planeta Terra sobre o Universo é realizada sobre padrões e estruturas dinâmicas que se desenvolvem e evoluem de forma integrada — em múltiplas dimensões e formas, no Espaço-tempo e na sua superfície, em simultâneo.
Desta forma, todo o sistema natural da Terra, pode ser observado como uma sucessão de acontecimentos naturais, que são réplicas perfeitas de eventos planetários, observados na Astronomia, refletidos e reproduzidos em todas as escalas e dimensões. Uma repetição perpétua de padrões astronómicos e naturais, determinados pela estrutura de Espaço-tempo, construída na sua própria dinâmica planetária.
Num processo circular, onde a Natureza e a Humanidade se desenvolvem e evoluem de forma cíclica, sobre os mesmos padrões orgânicos, em qualquer dinâmica, sistémica ou particular. — Uma viagem entre a Terra e o Universo, que todos cumprimos de forma simultânea e individual, submetidos às mesmas Leis e Ordem, em qualquer escala ou dimensão, física e psíquica.
Um sistema natural criado na estrutura do seu Espaço-tempo; que evolui de forma cada vez mais complexa, construído com camadas sobre camadas, de repetições cíclicas e circulares, onde estão previstas também, pequenas mas constantes, possibilidades de renovação criativa.
A Astronomia Ancestral ensina-nos que o Universo, o Cosmos e o Espaço-tempo, não são entidades distantes — eles moram aqui… Nós somos essas entidades, criadas e inspiradas pelo Universo, que nos convida a caminhar e evoluir a seu lado, de forma simultânea e natural.
Uma ligação com o Cosmos manifestada na forma das nossas vidas físicas e espirituais, aqui no planeta Terra, sobre moldes e condições determinados pelo nosso Espaço-tempo. Este é um conhecimento astronómico que as culturas ancestrais nos explicam matemática e geometricamente — de forma muito pouco misteriosa.
Um conhecimento que nos convida a compreender como a nossa vida e experiência humana sobre a Terra se ajusta de forma orgânica com o Universo — que nos confirma que somos seres cósmicos, sujeitos e condicionados às suas Leis e Ordem, onde o objetivo é cumprirmos a nossa viagem de forma sistémica e individual, criativa e ordenada.
O Cosmos não organiza a vida da Terra e da Humanidade diretamente, como um arquiteto autoritário. É sobre o padrão da Trama de Espaço-tempo ao qual estamos submetidos que são estabelecidas, as condições físicas e psíquicas fundamentais, para o surgimento da Natureza e da Humanidade sobre a superfície da Terra.
Sistemas e elementos individuais, que crescem e se desenvolvem, sobre ciclos e padrões perfeitos e naturais, que sofrem, de forma previsível, pequenas e constantes oscilações, sempre proporcionais, ao padrão maior do seu Espaço-tempo — momentos que se caracterizam, como propícios, à sua evolução criativa.
Oscilações que, quando explicadas pela Astronomia, correspondem aos momentos, em que as Órbitas originais dos planetas, apresentam pequenas variações — ajustes necessários e previstos, na sua viagem rumo ao Universo, onde o círculo perfeito dá lugar à espiral, na dinâmica do movimento.
Para melhor compreendermos o Cosmos, e como surgiu a Humanidade no planeta Terra, não implica acreditar em bruxas a cavalo em vassouras, nem tão pouco, procurarmos outras formas de vida, que possam confirmar, que não estamos sós no Universo.
É sobre a dinâmica planetária, explicada de forma circular e cíclica, que os conhecimentos científicos ancestrais, nos lançam a novos desafios e paradigmas.
Um conhecimento que nos oferece, possibilidades astronómicas, científicas e culturais diferentes, tornando mais claras as formas como o Universo se organiza e manifesta, permitindo aprofundar esta, e outras viagens por outros Espaços-tempos — diferentes, nossos vizinhos ou mais longínquos.
No entanto, por agora e neste estudo, foquemo-nos na base fundamental deste conhecimento — encontrada na dinâmica da viagem do planeta Terra, com a Lua e o Sol — onde finalmente poderemos compreender, em que condições viajamos pelo Universo, qual a nossa ligação ao Cosmos e à Astronomia, e como tudo isto se relaciona com a Humanidade.








