Mar 19, 2024

Astronomia Ancestral e Astronomia Moderna

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Desenho de dois homens com uma corda, cópia de uma ilustração Maya por Joana Burnay.
A Astronomia Ancestral é associada nos dias de hoje a crenças religiosas e mitológicas, dedicada à previsão de eventos astronómicos como eclipses, estações do ano, solstícios, equinócios, etc.

Limitada a observações a olho nu e sem o auxílio de instrumentos tecnológicos.
São conhecidos os Calendários e outros marcadores de tempo das sociedades da antiguidade, aos quais são atribuídas funcionalidades civis na agricultura ou, em rituais e cerimónias religiosas.
É desta forma breve e ingénua como é explicada a Astronomia praticada pelas culturas antigas.

Enquanto a Astronomia Moderna conta com tecnologia avançada, como Telescópios, Satélites e Computadores para fazer observações e análises sobre o Universo, Galáxias, Sistema Solar, e muito mais.

As suas descobertas e estudos são reconhecidos sobre uma base científica, com teorias desenvolvidas pela Física e Matemática, assim como conhecimentos relacionados com a área da Cosmologia, no estudo sobre a formação e evolução do Universo.

Até hoje as diferenças encontradas entre ambos os métodos de estudo foram encaradas como uma natural superioridade científica da Astronomia Moderna sobre a Astronomia Ancestral, considerada rudimentar utilizada essencialmente para fins espirituais e religiosos. 

No entanto, o que pude comprovar nesta pesquisa aos calendários é que, muito provavelmente, os astrónomos ingénuos somos nós. Pois o método de estudo que conhecemos, praticado pela Astronomia Moderna, é assente em bases muito diferentes que nos afastam da possibilidade de reconhecer as práticas e métodos ancestrais.

Este estudo permitiu observar como os conhecimentos das culturas ancestrais tinham um caráter científico, com resultados inéditos, precisos e detalhados na astronomia, o que nos proporciona uma nova forma de acompanhar o espaço-tempo da Terra e da Lua com o Sol. Esta dinâmica, explicada através do método ancestral, permite relacionar a Trama da Terra com a Ordem do Universo e com a Vida na Terra.

E se pensarmos bem só poderia ser assim, só um motivo cultural muito forte explicaria a razão e a vontade de erguer toneladas de pedras para a construção de Monumentos colossais naquelas culturas. Construções caraterizadas por formas e proporções arquitetónicas sempre relacionadas com a Astronomia e a Vida Natural no Planeta Terra. 

O conhecimento proporcionado pela Astronomia Ancestral integra a Terra na cadeia do Universo de forma natural e orgânica, oferecendo à Humanidade a consciência da sua ligação racional com o Cosmos. Este entendimento científico permite reconhecer a mesma forma de Expansão e Ordem no Céu e na Terra, refletida nas nossas próprias vidas.    

A Astronomia Moderna mede todos os eventos no Espaço e no Tempo com grande rigor, mas de forma plana e linear, este método de estudo não permite observar a Proporção e a Ordem em que os planetas orbitam e como se relacionam entre eles.
Afastando por isso a possibilidade de a astronomia nos poder explicar a ordem e a forma como o Universo se Expande e Manifesta. Uma limitação científica e filosófica com consequências importantes nas condições da vida e existência humana no planeta Terra.

O sistema científico astronómico moderno tem afastado a Astronomia do Espaço-Tempo onde a Terra e a Humanidade habitam. Descrevendo um Universo cada vez mais distante que dificilmente pode ser compreendido e relacionado com a Vida Natural do Homem.

Enquanto nas observações astronómicas das culturas antigas, sobre os movimentos circulares e cíclicos da Terra, com a Lua e o Sol permitiu encontrar a manifestação do Universo com padrões semelhantes aos observados no Céu e na Terra.

É sobre este conhecimento encontrado na malha tecida pelo o sistema entre a Terra, a Lua e o Sol no Espaço-Tempo que se desenvolve toda a Astronomia Ancestral. Dedicada a descrever o padrão de coordenadas e alinhamentos específicos no Espaço-Tempo da Terra, encontrados nos eventos periódicos do Céu como os Eclipses, Lunação, Rotação, Translação, Ano Solar, Dia Solar, etc.

A informação encontrada nos Calendários das culturas ancestrais é bem mais ampla do que podemos imaginar. Quando este Conhecimento for devidamente alcançado pela nossa cultura, será finalmente possível compreender o motivo por o qual naquelas culturas era atribuído ao Céu uma importância privilegiada sobre todas as coisas.

As práticas da Astronomia na história da Humanidade entre as culturas anteriores a Cristo e depois de Cristo poderão ter sido a área onde ocorreram as maiores reformas culturais na passagem de uma Era para a outra. É aqui que se pode identificar diferenças inconciliáveis na forma de como cada cultura observa o Céu.

Duas Eras, duas Culturas, duas Astronomias para um só Céu.


Logotipo da Astronomia Ancestral por Joana Burnay.

Video do YouTube com a Leitura desta Publicação.
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